
Dia 5 de agosto o Istituto Europeo di Design promove a palestra "A Revista Tipoitalia e novo cenário tipográfico na Itália", sob o comando de Claudio Rocha, designer e editor da revista e Giò Fuga, type designer e professor do IED Milão.
A palestra traz como tema central a história da comunicação escrita (em cartazes e livros), tipografia e design gráfico italianos, além de abordar projetos da atual tipografia digital do país. Após o encontro, será realizado o lançamento oficial da 1ª edição da revista Tipoitalia no Brasil. O evento é gratuito e aberto ao público.
Para participar, é necessário efetuar a inscrição pelo site www.iedbrasil.com.br
Palestra “Tipografia Italiana” – Claudio Rocha e Giò Fuga
5 de agosto, às 19h- Istituto Europeo di Design (IED) Rua Maranhão, 617 Higienopolis São Paulo
Inscrições: www.iedbrasil.com.br Informações: (11) 3660-8000

Foi lançado para a Folha De São Paulo o livro de Vincenzo Scarpellini "São Paulo, desenho e Prosa da Cidade.”
Para todos nos este livro tem um significado especial, por Vincenzo ter sido o diretor da Escola de ArtiVisive desde a inauguração ate o ano 2006. Rever os desenhos e reconhecer o estilo inconfundível do projeto gráfico, permitiu-me reparar mais uma vez o quanto ele foi fundamental para os alunos que tiveram a oportunidade de te-lo como mestre.
Gostei muito do texto sobre o livro do jornalista Marco Augusto Gonçalves:
“Não é raro que São Paulo provoque em seus visitantes uma reação ao mesmo tempo de repulsa e fascínio. A cidade choca e impressiona em sua amplitude, em sua trama urbana confusa, em sua bizarrice arquitetônica e em seu obsceno contraste entre luxo e miséria.Mas também não é incomum que, passado o susto, o estrangeiro comece a entrever pelas frestas da Pauliceia a beleza inusual deste ou daquele aspecto urbano, a paz insuspeitada de bairros verdes e residenciais, o dinamismo criativo da modernidade selvagem e o cosmopolitismo de um lugar feito de gente de todos os cantos.
Para um europeu, mais habituado a cidades médias, em geral ordenadas e pacatas, o choque pode ser mais perturbador. E a paixão também. Foi o que aconteceu com Vincenzo Scarpellini, italiano nascido em Ascoli Piceno, formado em design e jornalismo em Roma, que tem agora desenhos e textos sobre São Paulo reunidos num simpático volume com capa dura lançado pela Publifolha.O material de "San Paolo" é a produção do autor para a seção "Urbanidade", que foi publicada entre 2000 e 2006 ao lado da coluna de Gilberto Dimenstein, no caderno Cotidiano. São situações paulistanas filtradas por uma visão peculiar --é como se redesenhasse e repintasse a cidade ao mesmo tempo em que a registrava.
Scarpellini chegou ao Brasil no final da década de 90, convidado a participar de uma reformulação visual e editorial da revista "Manchete".Não passou em branco pela Cidade Maravilhosa, mas ela não chegou a balançar assim o seu coração. Elegante e cordato, o tipo de homem que pode ser descrito como um príncipe, enamorou-se mesmo foi da feiosa e movimentada capital Bandeirante quando nela se fixou, contratado pela editora Abril. Posteriormente na Folha, foi responsável por uma reformulação gráfica do jornal.Scarpellini logo se encantou com o velho e decadente "centrão" da cidade e não tardou a alugar um apartamento na praça da República, bem em frente ao edifício itália. Depois, casado, morou num prédio projetado por Niemeyer, o Eiffel. Adorava passear pelo centro e se tornou quase um especialista em São Paulo.
A vida, infelizmente, foi-lhe demasiadamente breve --morreu em julho de 2006, aos 41 anos.
Mas a arte é longa e seu belo e colorido legado, em parte reunido neste "San Paolo", permanece vivo."


O Centro Cultural Banco do Brasil apresenta a primeira edição da Luz, Câmera, Música!: Cineastas Compositores, no Rio de Janeiro (de 5 a 17 de agosto), São Paulo (de 20 a 31 de agosto de 2008) e em Brasiia (de 19 a 31 de agosto)
O projeto explora um campo raramente contemplado nas mostras de cinema: as trilhas sonoras originais. Para abordar o tema, a idéia é exibir filmes de cineastas autorais que se responsabilizam também pelas músicas. A mostra é composta de 14 filmes de 7 cineastas independentes consagrados, todos em atividade, com estilos bastante diferentes e com uma peculiaridade: são compositores das trilhas sonoras de seus próprios filmes.
Filmes da programação:
Alejandro Amenábar:
Morte Ao Vivo (Tesis, Espanha, 1996) 125 min
Mar Adentro (Mar Adentro, Espanha/França/itália , 2004) 125 min
Carlos Reichenbach:
Extremos do Prazer (Extremos do Prazer, Brasil, 1984) 92 min
Alma Corsária (Alma Corsária, Brasil, 1993) 112 min
Emir Kusturica:
Memórias Em Super-8 (Super-8 Stories, Alemanha / itália, 2001) 90 min
A Vida é um Milagre (Zivot je Cudo, Sérvia & Montenegro / França, 2004) 155 min
Hal Hartley:
Simples Desejo (Henry Fool, EUA, 1997) 137 min
Flerte (Flirt, EUA / Alemanha / Japão, 1995) 85 min
Mike Figgis:
Justiça Cega (Internal Affairs, EUA, 1990) 115 min
Timecode (Timecode, EUA, 2000) 97 min
Tom Tykwer:
Inverno Quente (Winterschläfer, Alemanha, 1997) 122 min
Perfume (Perfume: The Story of a Murderer, Alemanha/ França/ Espanha, 2006) 147 min
Tony Gatlif:
O Estrangeiro Louco (Gadjo Dilo, Romênia / França, 1997) 102 min
Vengo (Vengo, França / Espanha / Alemanha / Japão, 2000) 90 min
O curador da mostra é o nosso professor de animação Fabio Yamaji.
Parabéns ao Fabio pela seleção, para quem interesse no assunto acho interessante lembrar o trabalho do Vincent Gallo, que alem de dirigir e compor as musica do seus filmes também atua.
Filmes:
Buffalo 66 (1998)
The brown Bunny (2003)